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sábado, 16 de fevereiro de 2013


AUXILIAR DE MEMÓRIA PARA AS MULHERES (E HOMENS) DESTE MUNDO

A propósito da violência crescente que reina no mundo em relação à mulher, senti desejo hoje de escrever uma carta aberta a alguém que, na misteriosa corrente que é a vida, foi chamada a testemunhar, através da sua arte, a inocência hoje perdida da mulher relativamente à sua sensualidade.


Minha querida Lena:

LENA GAL, A Terra que me embalou
Já me parecem longínquos os dias em que as circunstâncias permitiram a nossa colaboração no campo da arte, mas como o que é genuino permanece, quero deixar aqui impressa na palavra, a minha homenagem ao que de verdadeiramente importante detectei na tua arte: a sua temática. Cada pessoa tem algo de único a deixar como legado, algo que vive no campo da sua lenda pessoal e que, ao ser activado, constitui uma espécie de bordão mágico ao conferir ao que o brande um poder especial. É aí que reside o teu. Há uma parte de ti, tenra e luminosa, que capta incessantemente esse legado perdido da mulher, a sua maravilhosa sensualidade que só pode verdadeiramente brilhar assistida pela inocência pessoal. Encontrei isso em muitos dos teus quadros e, por isso, trabalhei activamente na sua promoção e conservo muitos deles no meu ambiente privado.
Achei importante dizer-te isto num momento em que a confusão é cada vez maior no mundo e em que a mulher é crescentemente violentada e se sente, não poucas vezes, confusa e perdida ante as forças em jogo.
LENA GAL, Rapariga na Lua
Não deixes nunca morrer esse poder em ti. Ninguém pode fazer tudo, nem ser todas as coisas para os outros. Na minha percepção, o teu grande contributo, é o de recolher e representar memorias atávicas da pureza e sensualidade femininas no contexto da vida natural.
Um auxiliar de memória fundamental nos dias que correm.

Um abraço afectuoso e que bons ventos soprem no teu caminho
Mariana

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