
Para saber as coisas melhor, há que transgredir, levantar véus oficiais, caminhar no escuro com o coração-lanterna a alumiar o caminho. Se se ama a vida, há que buscar-lhe o sentido, testemunhar a continuada transformação com a capacidade de transcender as barreiras do vigente que é própria do espírito.
Andamos todos enganados. Somos todos enganados. Mas aquele que ousa entra frequentemente, por entre sombras e ruinas, em consonância com os ritmos cósmicos e uma espécie de sonho primitivo, sendo-lhe franqueado por instantes o acesso a uma dimensão mais autêntica do espaço-tempo-vida, um acercamento a qualquer coisa mais verdadeira e sustentável no sentir.
Vertigem, sonho, vazio e absoluto, inocência febril a querer resgatar o rosto velado do que somos.
Quadro: Remedios Varo
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