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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

NA PERIFERIA DO MUNDO


A forma que me reclama vem do fundo do olhar de um sagrado em ligação estreita com o conhecimento imoderado da vida em todas as suas expressões, visíveis e invisíveis.  Para dela mais me acercar, essencial que me continue a situar na periferia de um mundo enlouquecido, desligada de normas aberrantes, pois o meu caminho faz-se de modo transgressório, poeticamente montada na sabedoria do sonho cujo canto embate na ordem vigente.

Vestida de uma eterna vigilância, suspeito de tudo o
que não  engatar com a sabedoria das entranhas pois o que não faz sentido prende-se em geral com a falsificação da realidade. A unidade para mim é visceral e o meu contrato é com a Esperança, companheira constante num trilho de contornos inquietos mas desbravadores.
Aspiro à consonância com o ritmo cósmico, desligada das armadilhas do quotidiano, imersa nos fluxos da Supravida, apanhadora de sonhos livres,  de voos íntimos e audazes, insubmissa ante a autoridade terrena, fabricada com motivos ulteriores..

Prossegue, contudo, o consenso incontornável com os instrumentos da sobrevivência, navego numa espécie de jangada em equilíbrio precário entre as margens do que já foi e do que está para ser.
“Venha a nós o Vosso reino, assim na Terra como no Céu”.



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